Quando chegar o tempo da minha morte,
não me lamente.
Não me deseje sossego.
Por favor, não diga:
– Que descanse em paz.
Não estarei dormindo na rede,
mas estirado em uma cova!
Tão inerte... Inexistente.
Um cadáver contumaz.
Não me vele, não me evoque,
não me cite em preces.
Não peça por minha alma.
Não chore por ter saudade,
e num lapso de caridade
esqueça-me, docemente.
Não se exceda, tenha calma.
Eu já não existirei.
Quando eu me for sem ter volta
cante uma antiga cantiga de roda:
"diga um verso bem bonito
diga adeus e vá embora".
Laurene Veras

3 comentários:
Obrigada Laurene por compartilhar comigo essa poesia! Tão bom saber que tu és mais uma que gosta do tema morte e que por isso mesmo, AMA MUITO A VIDA!!!
Viva nós!
↓
Quando eu morrer,
sentirei saudades da VIDA.
É isto Edith!
Andas tão desaparecida quanto o BIER.
Porque?
be:)o!
Oi Tonho querido!!! Ando desaparecida por conta de dois trabalhos e um mestrado...bem doidinha... Mas o mestrado um dia acaba, eu espero!!
Bom te ver!
Postar um comentário