Father and Daughter

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010



Quando chegar o tempo da minha morte,

o me lamente.

o me deseje sossego.

Por favor, não diga:

– Que descanse em paz.



o estarei dormindo na rede,

mas estirado em uma cova!

o inerte... Inexistente.

Um cadáver contumaz.



o me vele, não me evoque,

o me cite em preces.

o peça por minha alma.

o chore por ter saudade,

e num lapso de caridade

esqueça-me, docemente.


o se exceda, tenha calma.

Eu já não existirei.



Quando eu me for sem ter volta

cante uma antiga cantiga de roda:

"diga um verso bem bonito

diga adeus e vá embora".


Laurene Veras

3 comentários:

Edith Janete disse...

Obrigada Laurene por compartilhar comigo essa poesia! Tão bom saber que tu és mais uma que gosta do tema morte e que por isso mesmo, AMA MUITO A VIDA!!!
Viva nós!

tonhOliveira disse...



Quando eu morrer,
sentirei saudades da VIDA.

É isto Edith!

Andas tão desaparecida quanto o BIER.
Porque?

be:)o!

Edith Janete disse...

Oi Tonho querido!!! Ando desaparecida por conta de dois trabalhos e um mestrado...bem doidinha... Mas o mestrado um dia acaba, eu espero!!
Bom te ver!