Father and Daughter

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sábado, 26 de setembro de 2009

Coloque seu rosto no buraco!

Quando dobrei a a esquina do cemitério e dei de cara com esta sepultura, gelei! Lembrei daquelas brincadeiras onde colocamos a cara e nos remetemos a um mundo de fantasias...
Esta fantasia não foi agradável.
Difícil se imaginar neste lugar.
Sempre pareceu que falar da morte não me atemorizava.
Talvez não.
Fui pega de surpresa.
Tomara que Elsa tenha tido uma boa vida. Seu rosto não ilustra as histórias que imaginaria a seu respeito.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Maurice Blanchot


"A morte trabalha conosco no mundo: poder que humaniza a natureza, que eleva à existência o ser, ela está em nós, como nossa parte mais humana; ela é morte apenas no mundo, o homem só a conhece porque ele é a morte por vir. Mas morrer é quebrar o mundo: é perder o homem, aniquilar o ser; portanto, é também perder a morte, perder o que nela e para mim fazia dela morte. Enquanto vivo, sou um homem mortal, mas, quando morro, cessando de ser um homem, cesso também de ser mortal, não sou mais capaz de morrer, e a morte que se anuncia me causa horror, porque a vejo tal como é: não mais morte, mas a impossibilidade de morrer." (BLANCHOT, 1997, P. 324)


É preciso esclarecer este morrer de Blanchot para quem não o conhece:


"Escrever é ser atraído para fora do vivido, do mundo, em direção à Eurídice, aos infernos – espaço da escritura. Orfeu se volta para Eurídice, pois não voltar-se seria trair uma experiência simultaneamente essencial e arruinadora da obra, experiência onde se atinge o ponto extremo, o extremo risco, exigência paradoxalmente impossível da obra. A experiência é experiência da escritura, busca impossível da origem e da morte. É experiência da atração da origem: o desobrar; e impossibilidade de “olhar” a origem: o obrar."



quarta-feira, 16 de setembro de 2009


A pior MORTE é a

morte em VIDA



Estou cansada de pessoas que vivem mortas.

Prefiro as que estão para morrer e continuam vivendo o fio que resta com toda intensidade.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Corpo porcelana
Azul álgido

No poro, na célula,
histórias secretas,
amores, suas dores,
lá se vão também
olhares perdidos em
pensamentos obscenos...
Ah! os pensamentos...
quem os saberá?
Findaram com a carne

(frio)

Somente a chama
ou os vermes