domingo, 24 de maio de 2009


Olhos saltados, sem movimentos, corpo rígido, sem fala, pressão alta, respiração ofegante...

Fui chamada para ver a papelada de transferência da paciente que havia chegado em estado grave na Urgência e escutei o médico e o técnico de enfermagem conversando ao lado dela:
- Não consegui que me atendessem no outro hospital para fazer a tomografia nela...pode morrer aí mesmo-diz o médico.
-Não deve ter sobrado nada na caixa (se referindo ao cérebro da paciente). Metástases por tudo...- refere o técnico de enfermagem.
Foi então que me lembrei do filme "O Escafandro e a Borboleta"...

Me aproximei e perguntei baixinho, sem nenhum dos outros dois que estavam na sala perceberem:
- Tá me ouvindo?
- (ela deu uma piscadela)
-Se estiver me ouvindo pisca de novo.
-(outra piscadela)

Imaginei naquele momento a angústia de estar presa dentro de um corpo que não responde...
Imediatamente falei pra ela:
- Vai dar tudo certo, estamos providenciando remoção para tu fazeres exames em outro hospital, vai passar! Imagino que tu devas estar muito aflita com a falta da fala, mas já entendi que tu me ouves! Fica tranquila!

Fui providenciar a papelada e quando voltei ,ela me reconhecendo, piscou muitas vezes...
Perguntei:
-Queres alguma coisa?
-(muitas piscadelas)
-Vou tentar de entender.
-(chi...ch...)- meio babando e com a boca emperrada.
- Xixi?
-(uma piscadela)
-Xixi!
-(outra piscadela)

Chamei o técnico de enfermagem e disse:
-Ela quer fazer xixi!
E ele:
-Só se for a paciente do lado dela...hehe
E eu:
-Vem cá, vou te mostrar que ela está ouvindo e que quer fazer xixi.

Percebi que ele se assustou um pouco, mas colocou a cumadre (recipiente fazer xixi) embaixo dela. E ela conseguiu fazer xixi.

Ontem eu estava novamente de plantão e fui até a UCI (Unidade de cuidados intensivos) para dar uma olhada nela... Quando cheguei na beira da cama ela me sorriu e falou:
-Oi!!!
-(Arrepiei) Lembra de mim?
- Tu estavas quando eu cheguei no hospital , não?
Contei toda história pra ela e me lembrei que ela não podia me ver quando chegou, estava deitada com os olhos retos para o teto... Ela apenas me ouviu.

A partir daí surgiu um papo muito gostoso e bem consciente. Ela sabia de suas metástases e contou toda a angústia que passou por não poder falar... particularidades como um braço que doía mais, um lado onde estava com mais metástases... e a vontade de gritar de dor sem conseguir quando algum profissional da saúde a segurava ...
Fiquei quase uma hora conversando com a paciente, ela me agradeceu com um sorriso que coloriu a cena cinza da UCI. A conversa girava em torno da sua despedida com este corpo que já não mais a suportava , contrastando com a alegria de estar melhor e a tranquilidade de se "saber morrendo" de forma tão consciente.

Eu só disse:
- Foi um prazer te ouvir hoje, vou levar o que tu me disseste para o resto de minha vida. Muito obrigada.

quarta-feira, 25 de março de 2009


O luto de um amor acabado se compara ao luto da morte de um ente querido.

Dói, rasga o peito, angustia, faz chorar, dá a impressão que não há mais nada do que o ex-amor nesse mundo. Quem quiser passar pelo luto de forma agradável, descubra o luto de não ter que ser perfeita, descubra-se falível e se delicie , afinal, somos HUMANOS. Pessoas comuns, longe de sermos rochas, loucos ou deuses, sentimos, sofremos e renascemos de novo, e de novo... Em novas vidas, outros sentimentos, outros amores.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


Um dia estava entrando no trabalho, as 19 horas, e uma menina de uns 19 anos me abordou sobre a possibilidade de falar com algum médico aquele horário... Disse que só no outro dia pela manhã e que verificando na pasta da mãe(paciente pela qual ela perguntava), ainda estavam aguardando exames...
Ela ficou com uma cara de desamparo que dava dó... Mais ou menos 4 meses depois, esta mãe, estava morrendo...
A menina cuidou dela em tempo integral, parecia nem se alimentar mais. Lembro dela chegando no balcão e comentando que a mãe estava nervosa porque uma colega de quarto estava muito agitada...solicitou que dessem algum ansiolítico... A menina chorava, tentando se segurar, mas seu olhar de dor era tão grande, tão profundo... A mãe estava indo embora.
Lá pelas 22 h os médicos constataram o óbito. Esta menina gritava e chorava de uma forma que me desestruturou, perdi parte de meu controle, tive muita vontade de chorar... Não lembrei de minha mãe morrendo, mas pensei na voz daquela menina de 19 quando chamava - Maezinha, não vai embora, fica comigo, eu não consigo ficar sem ti...- e imaginei minha filha... Pensei que não conseguiria deixar minha filha... Não tinha pensado nisso até então. No outro dia, na fila do supermercado comentei o ocorrido com ela... Ela encheu os olhos de lágrimas e nos abraçamos. O silêncio falou mais do que qualquer palavra. Sim, eu me preocupo muito com teu sofrimento, e quero que tu possas ser feliz depois de eu partir. TE AMO.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008


Percebo que a morte está cada vez se tornando mais banal pra mim... Hoje morreu um mulher de 61 anos de câncer de mama, metástases...etc...etc... Pensei: nem vou escrever no blog...
Como se fosse necessária uma grande tragicidade nas histórias. Ela era empregada doméstica e a patroa vinha visitá-la, morreu sozinha. Percebi a reação de espanto de alguns estagiários, que nunca haviam presenciado a visão de um cadáver , fitavam a cena impressionados e até boquiabertos. Percebi o quanto a cena está se tornando comum em meus plantões. Claro, que é natural adquirirmos defesas contra estes fatos que poderiam nos angustiar... Nos defendemos procurando não pensar que aquele cadáver um dia cozinhou, alegrou, contou alguma piada, chorou, participou de reuniões de amigos...
Percebo que quando digito o óbito no sistema (terminal) é como se a paciente deixasse de existir no mesmo momento. Sim, defendo-me, mas jamais deixei de tratar com educação quem sente dor , e muito menos não respeitar estes momentos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Dostoiévski
(trecho de Memórias do subsolo)


Mas vós poderíeis me pegar na palavra desde o começo e me perguntar: se é verdade que não pensa em seus leitores, por que então combina consigo mesmo ‑ e no papel ‑ ainda! ‑ que não observará nenhuma ordem, nenhum sistema, que registrará o que lhe passar pela cabeça, etc.? Por que se explica? Por que essas desculpas ?
Pois bem! eis aí! é assim!
Há, de resto, aí, um caso psicológico interessante. É possível que eu seja muito simplesmente um covarde. Mas é possível também que imagine diante de mim um público, a fim de não perder o sentido das ‑conveniências. É possível ter milhares desses motivos...
Mas há ainda outra coisa: por que, em suma, pus‑me a escre­ver?' Se não é para o público, não posso evocar minhas lem­branças sem as lançar ao papel?
Com efeito, mas quando estiverem fixadas no papel, adqui­rirão um aspecto mais solene. Isto me constrangerá, julgar‑me‑ei melhor e meu estilo ganhará. Demais, é possível que isto me traga certo consolo. Assim, hoje, estou particularmente oprimi­do por uma lembrança longínqua; surgiu em mim muito nitida­mente há alguns dias, e, desde então, me persegue sem tréguas, como um desses motivos musicais que não pretendem vos largar. Ora, é preciso absolutamente que eu me desembarace dela. Tenho centenas de recordações desse gênero; mas uma delas às vezes des­perta de súbito e me agarra pela garganta. Eu imagino, não sei mesmo por quê, que se a registrar, ficarei livre. Por que não tentaria?
E depois, enfim, eu me aborreço e nunca faço nada. Escrever as lembranças é um trabalho. Diz‑se que o trabalho torna o ho­mem bom e honesto. É então uma oportunidade que se me ofe­rece...

domingo, 3 de agosto de 2008




Estava de férias no mês de Julho e me perdi da morte por alguns dias...


Mas quando voltei para o trabalho contaram-me que uma colega de trabalho, que tinha câncer de ovário, havia falecido.


Vinha acompanhando a história da Marta desde que ela descobrira a doença, mas não me encontrei mais com ela pessoalmente. Trabalho no turno da noite e dificilmente passo no meu trabalho durante o dia. Nos dias em que passei, Marta estava em Quimio ou afastada para recuperação das mesmas...


Quando fiquei sabendo do diagnóstico dela, fiquei pensando o que faria se descobrisse que iria morrer...postei isso aqui no blog. Não faz muito tempo.


Não tenho medo da morte, tenho medo do sofrimento que possa surgir antes dela.


Aqui deixo um pouco do que foi a Marta pelos meus olhos:


Uma pessoa reservada,preocupada em fazer sempre tudo da forma correta,por vezes me parecia até infantil, com um sorriso meio tímido, uma cara de ingenuidade. Poucas vezes Marta foi tomar café conosco, quando eu trabalhava durante o dia... Era um café onde fofoqueávamos muuuito, ríamos muito, e em seu passo tímido por vezes Marta passava por lá. Talvez fosse impressão, e não posso mais confirmar o que direi sobre ela, mas parecia que ela não se autorizava a ficar consoco, como se parecesse não ter certeza que gostaríamos de tê-la em nossa companhia. Bobagem, pois a idéia era divertir-nos, era bem vindo quem se deixásse levar pela gandaia que fazíamos.



Pode ser só impressão.


segunda-feira, 14 de julho de 2008



Em uma de suas fotos Wilsinho comenta a respeito de seu sorriso: “ eu com um belo sorriso”...
Belo, encantadoramente carismático! Um sorriso magnético, por vezes tímido, que encanta, quase enfeitiça e principalmente –ILUMINA! E é com esta luz que ele se despede deste mundo, uma luz que só surge para quem fez brilhar corações amigos. Rosemary,Léa ,Regina, Elô, Maria Cristina, Haydée, Fátima, Meninas do Cafofo, Amândio, Airam, Paulo,Chris, Martin, Patrícia,Matheus, Francisco, nomes que lembram histórias de alegria para nosso amigo. Que tal o tio botafoguense que ensina o sobrinho a se barbear? O Amigo que presenteia músicas? Tem carinho mais gostoso do que receber músicas? E o DJ? “meus bons tempos de DJ pra brincar com o público”.
Pois era este o prazer deste menino-sorriso! Brincar! Brincar de viver!
Vai querido, segue em paz, saiba que ficarás também em lembranças , aqui, no coração dos teus amigos...

segunda-feira, 30 de junho de 2008







No último plantão morreu uma senhora de 58 anos... Câncer de Vulva.



Não vi. Só ouvi.



Diziam: ela está horrível, a perna vai cair...



Traduzindo: a metástase atingia o corpo, e principalmente necrosava a perna próxima ao câncer.



Tá, lúcida e com uma perna podre!!! Que tristeza! Que tortura!



Morreu com mais de 10 familiares por perto. Faz parecer mais digna a morte.



Faz?

quarta-feira, 18 de junho de 2008


Ela morreu...

A menina de 19 anos morreu dois dias depois do meu último post.

A mãe despedaçada...

O que estaria passando na cabeça deste pai que a reencontrou depois de 14 anos sem vê-la?? Reencontrou para vê-la morrer, para despedir-se, ver o encerramento de uma história, que foi tão breve, tão breve...

quinta-feira, 12 de junho de 2008


Ontem perguntei para os colegas onde estava a menina de 19 anos que tem adenocarcinoma de ovário, descobri que estava na UTI.
Ela está consciente, mas abatida pela quimioterapia que fez há dois dias
A notícia boa: uma colega que também sofre do câncer de ovário, voltou a trabalhar e está com uma boa aparência.
Gostaria de pensar que existe saída para essa doença. Ou pelo menos, uma boa sobrevida.

segunda-feira, 2 de junho de 2008





(...) Eu estou em outro mundo agora, o da observação atenta dos detalhes mais miúdos. Eu tenho o olhar nos musgos dos mofos da alma.


(Gustave Flaubert)



Poema nº 08 da série Espelhos
(da inexorabilidade da morte)


Especulastes
por séculos
e séculos

vossa santa imagem mundana
e te abrigastes num céu
que não é teu

meu poema ateu
trás da tua imagem
a (des)semelhança

nenhum Deus te habita
olha-te no espelho

este feixe de carne musculos
e luz
que te conduz e seduz

apodrece à dispensa
do que na tua mente reluz

e como aquela flor
que resplandece
nesta manhã de agosto

mesmo a contragosto
serás um dia
apenas lixo orgânico

e não haverá nenhum Deus
céu inferno paraiso
ou sei lá
a crença que for preciso


que lhe desencrave da carne
a morte.

Paulo. 2 de Junho de 2008 08:14

quarta-feira, 28 de maio de 2008



Podem morrer diversas partes de seus corpos, mas tem algumas mortes que esgotam, cansam muito mais que outras. Quando morre um pensamento ou um dia, é leve, mas quando morre o que é único, como a infância , dói e pode até paralisar, mas é necessário. Agora o que não dá pra dimensionar é quando mata gente, que não podia morrer . Nessa hora o corpo que até então está calado grita à morte: SE TE ODEIO NÃO ODEIO AQUELES PARA QUEM CONDUZES TEUS PASSOS!!!
(o trecho em letra maiúscula é de Hélinand de Froidmont- Os versos da Morte)


No último plantão morreram 2 bebês e uma senhora de 54 anos...
Mas outra cena me tocou mais do que estas mortes:
A mãe de uma adolescente de 19 anos solicitando autorização para deixar subir o pai da menina, que ela não via desde os 5 anos ...os pais haviam se separado e não tiveram mais contato. Frente a morte eminente da filha a mãe procurou por este pai para convidá-lo a reencontrar-se com sua filha e também despedir-se. Com 19 anos apenas, ela estava com câncer de ovário, um dos mais letais, e já com metástases pelo corpo... Tempo... pouco tempo!
Não costumo entrar nos quartos das pacientes, mas fiquei curiosa com o encontro... O pai veio, se aproximou da filha , chorou, rezou,abraçou... Um momento que ficará na memória destes pais... Na minha também.
Fico pensando no porquê desta separação por tanto tempo... Mas o reencontro foi feliz, como um desfecho para uma vida que está “por um fio” , como diz a mãe da paciente.
Como tenho uma filha de 17 anos, me compadeci muito desta mãe, foi mais fácil colocar-me no lugar dela... Ela estava “morta-viva”. Acho que o termo contempla bem o sofrimento de uma mãe que ama sua filha. Sim, algumas não amam ...ou ainda, não conseguem amar por sequer saberem o que é o afeto.
Desta história de hoje, guardarei sempre a lembrança da importância de uma conversa com pai, mãe, ou com quem valha a pena conversar...
Já recebi vários e-mails que dizem para aproveitarmos enquanto há vida e conversar com quem amamos. Parece romantismo? Mas é verdade.


Amanhã pode ser tarde.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Ontem uma paciente me pediu para entrar em contato com o marido dela, ela havia passado por uma mastectomia e fazia dois dias que não recebia visita de ninguém.
Liguei.
Atendeu uma voz masculina provavelmente embriagada que disse que era marido dela... Falou que não tinha como deixar as duas crianças pequenas sozinhas para ir ao hospital e que morava no interior, em uma fazenda que havia “arrendado”... Resumindo: desgraça pouca é bobagem!!
Falei com a mulher e disse que o marido não podia vir porque não tinha com quem deixar as crianças...mas que ele havia perguntado por ela...
Ela fez uma Mastectomia!!! Isso não é brincadeira. Que suporte ela terá em uma fazenda? Histórias com prognóstico um tanto complicado...

sexta-feira, 9 de maio de 2008


Lá se foi mais uma...
A Dra. Gládis era uma figura...
Doutores também morrem...e o pior: geralmente conscientes disso!
Me lembro da Dra. um dia ao meu lado, na recepção do Centro Obstétrico, fumando um cigarro (sim,fumando um cigarro!!!) ...Chega um pai e pergunta do filho que havia nascido... Na mesma hora a Dra. Gládis para e diz para o pai:
- Fui eu que atendi o teu filho!!! Tá ótimo, até pensei que era mal formado, uns olhos saltados...mas agora tô vendo que tu és igual!!!
O pai estava em choque ou não estava acreditando...
Essa era a Dra.Gládis.. também era muito divertida, viveu a vida a mil: BINGO, noitadas,além dos plantões no hospital... Descobriu um Câncer de Pâncreas e morreu em menos de 6 meses.
Sei que no primeiro dia que sentiu muita dor, tomou morfina e morreu. Não sei. Não sei mesmo se foi uma escolha. Mas enfim, o que importa é que não sofreu mais. Atualmente está na frente do hospital onde trabalhou (suas cinzas), o lugar onde ela mais viveu. Intensamente.

quinta-feira, 17 de abril de 2008


Dia 04/04 internou uma paciente de 41 anos, dizendo que estava com um pouco de falta de ar...

Ontem ela veio a falecer.

Na verdade ela estava com um câncer de mama bem invasivo, chamado ductal, que poderia ter sido tratado... Tanto a paciente quanto seu marido sabiam que ela estava com ulcerações nos seios e não fizeram nada... Quando foi diagosticado o câncer, ele estava no fígado, pulmão...


A negação é um dos maiores fatores do avanço no tamanho dos tumores...


DICA: Passou dos 30?? mamografia, eco transvaginal, exames de rotina, pelo menos anualmente!!


Eu já estou com minhas requisições em mãos.
CUIDE-SE!!


quarta-feira, 9 de abril de 2008

PARTE 4


Hoje tenho ótimas novidades!!!!!

A Sra. "O" teve alta!!!

Incrivelmente aquela senhora de 80 anos realmente se determinou a ter alta.

Hoje , como sempre nesta última semana, fui dar uma olhadinha nela, espiei, pensei que tinha visto errado, mas ela não estava mais lá. Fui confirmar no prontuáriuo dela: realmente foi embora , e bem melhor do que quando havia chegado.

E agora? Como vou descobrir se ela conseguiu ver o filho? Como será ou foi este encontro?

Vai ficar na imaginação... O que vale foi poder apreender esta história aqui e prestar uma homenagem a esta mãe determinada.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

PARTE 3


Então, continuando...

A Sra "O", vou chamá-la assim de agora em diante, passou por uma curetagem semiótica, pelo visto não foi o bastante... Passou por uma histerectomia no dia 04/04.

O incrível é que ela já está caminhando por todo quarto, fazendo xixi sozinha...

Acho que é difícil algo derrubá-la!


Ontem morreu uma senhora bem velhinha... Na semana passada morreu uma paciente jovem , portadora do HIV, mas também portadora de sofrimentos diversos, hepatite...etc...etc...