Father and Daughter

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domingo, 6 de dezembro de 2009




-Foram os olhos que me capturaram...


-Sim, quando um olhar que está partindo nos olha com amor, fica difícil.


-Sim (lágrimas nos olhos), ela não pedia nada, só olhava com doçura, e a cena ia me corroendo a cada dia em que as limitações aumentavam...


-Mas o olhar permanecia?


-Sim, permaneceu até os últimos instantes, nunca esquecerei!




Essa conversa eu escutei no posto de enfermagem do Hospital , cercada de muita emoção, e retrata bem como o profissional de saúde necessita de acompanhamento psicológico, afinal, lidar com a morte e a dor diariamente exige muito equilíbrio. Muitos profissionais tentam não se envolver para não se machucar, mas quando os olhos doces da morte os contemplam, fica muito mais difícil!

2 comentários:

Lorelei Lee disse...

cara edith
cheguei aqui pelo comentário (muito bonito e verdadeiro) q vc me deixou.
seu blog me comoveu. não consegui parar de ler.
os textos q vc coloca aqui são muito, muito preciosos. acho q esse é um dos blogs mais relevantes q eu já vi. me fez pensar e muito. por um lado, sinto q só quem sabe o q é a morte pode dar verdadeiro valor à vida. por outro, lendo suas histórias, tento imaginar como é lidar com a morte de perto cotidianamente. não acho q o meu imaginar consiga chegar perto da realidade. o q me faz admirar mais ainda quem trabalha nessa área.
obrigada por me permitir descobrir o q vc escreve, o q vive e o q sente.

Edith Janete disse...

Obrigada, fiquei muito feliz e emocionada com teu comentário!! Tu escreves muuuito bem e capturaste mais uma leitora!! Grata. Estou em fase de escrever para o mestrado ,por isso ando devagar com o blog,mas quando respiro venho aqui,dividir histórias...
beijinho,